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Maria Constância da França Muniz

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vem aí o maior evento de Kung Fu do Nordeste!!!

O município de Nova Olinda será sede do VI Campeonato Interestadual de Kung Fu Wushu. O evento acontecerá nos dias 20 e 21 de maio no Ginásio Poliesportivo Laurênio Alves Feitosa. No convite postado na rede social do organizador do evento, o Senhor Sifu Batista, o mesmo diz que conta com a participação das equipes para abrilhantar este campeonato, e já dá as boas-vindas aos que se fizerem presentes!

Fique de olho! Este campeonato irá reunir os melhores atletas do Nordeste! Venha participar com sua equipe!

E tem muito mais:
Haverá dois cursos de Wushu no dia 20/05/2017 no sábado (durante o dia);
curso técnico de Wushu Sanda – base para o alto rendimento
ministrado pelo Professor João Guedes (Diretor técnico de Sanda da Confederação Brasileira de Kung Fu Wushu – CBKW); curso de bastão do sul da China – Nangun ministrado pelo Professor Carlos André (atleta da Seleção Brasileira da Confederação Brasileira de Kung Fu Wushu - CBKW).

Lembrando que os cursos serão abertos para todos os atletas, filiados ou não filiados!

A organização do evento conta com a Associação Cearense de Artes Marciais Chinesas – ACAMC na pessoa de Sifu Batista e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Nova Olinda-CE e da Federação Cearense de Kung Fu Wushu – FCKW.
Para maiores informações entre em contato com Sifu Batista.
Contatos: (88) 9 9714 7534 (TIM) e (WhatsApp) (88) 9 9289 7082 (CLARO).

Sobre os perigos da leitura

Nos tempos em que eu era professor da UNICAMP fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer “esse entra”, “esse não entra” é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em vinte minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra.
Os candidatos amontoavam-se no corredor  recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante.

Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!” Pois é claro! Não nos interessávamos por aquilo que ele havia memorizado dos livros. Muitos idiotas têm boa memória. Interessávamos por aquilo que ele pensava.

Poderia falar sobre o que quisesse, desde que fosse aquilo sobre que gostaria de falar. Procurávamos as ideias que corriam no seu sangue!  Mas a reação dos candidatos não foi a esperada. Foi o oposto. Pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah! isso não lhes tinha sido ensinado.

Na verdade nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes. Uma candidata teve um surto e começou a papaguear compulsivamente a teoria de um autor marxista. Acho que ela pensou que aquela pergunta não era para valer.

Não era possível que estivéssemos falando a sério. Deveria  ser uma dessas “pegadinhas” sádicas cujo objetivo e confundir o candidato. Por vias das dúvidas ela optou pelo caminho tradicional e tratou de demonstrar que ela havia lido a bibliografia. Aí eu a interrompi e lhe disse: “ Eu já li esse livro. Eu sei o que está escrito nele. E você está repetindo direitinho. Mas nós não queremos ouvir o que já sabemos. Queremos ouvir o que não sabemos. Queremos que você nos conte o que você está pensando, os pensamentos que a ocupam…” Ela não conseguiu. O excesso de leitura a havia feito esquecer e desaprender a arte de pensar.

Parece que esse processo de destruição do pensamento individual é uma consequência natural das nossas práticas educativas. Quanto mais se é obrigado a ler, menos se pensa. Schopenhauer tomou consciência disso e o disse de maneira muito simples em alguns textos sobre livros e leitura. O que se toma por óbvio e evidente é que o pensamento está diretamente ligado ao número de livros lidos. Tanto assim que se criaram técnicas de leitura dinâmica que permitem que se leia “Grande Sertão – Veredas” em pouco mais de três horas.

Ler dinamicamente, como se sabe, é essencial para se preparar para o vestibular e para fazer os clássicos “fichamentos” exigidos pelos professores. Schopenhauer pensa o contrário: “ É por isso que, no que se refere a nossas leituras, a arte de não ler é sumamente importante.” Isso contraria tudo o que se tem como verdadeiro e é preciso seguir o seu pensamento. Diz ele: “Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: só repetimos o seu processo mental.”

Quanto a isso, não há dúvidas: se pensamos os nossos pensamentos enquanto lemos, na verdade não lemos. Nossa atenção não está no texto. Ele continua: “Durante a leitura nossa cabeça é apenas o campo de batalha de pensamentos alheios. Quando esses, finalmente, se retiram, o que resta? Daí se segue que aquele que lê muito e quase o diz inteiro … perde, paulatinamente, a capacidade de pensar por conta própria… Este, no entanto, é o caso de muitos eruditos: leram até ficar estúpidos. Porque a leitura contínua, retomada a todo instante, paralisa o espírito ainda mais que um trabalho manual contínuo…”

Nietzsche pensava o mesmo e chegou a afirmar que, nos seus dias, os eruditos só faziam uma coisa: passar as páginas dos livros. E com isso haviam perdido a capacidade de pensar por si mesmos. “Se não estão virando as páginas de um livro eles não conseguem pensar. Sempre que se dizem pensando eles estão, na realidade, simplesmente respondendo a um estímulo, – o pensamento que leram… Na verdade eles não pensam; eles reagem. (…) Vi isso com meus próprios olhos: pessoas bem dotadas que, aos trinta anos, haviam se arruinado de tanto ler. De manhã cedo, quando o dia nasce, quando tudo está nascendo – ler um livro é simplesmente algo depravado…”
E, no entanto, eu me daria por feliz se as nossas escolas ensinassem uma única coisa: o prazer de ler! Sobre isso falaremos…

Rubem Alves

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

“Meu torrão amado”

Sertão, argúem te cantô,
Eu sempre tenho cantado
E ainda cantando tô,
Pruquê, meu torrão amado,
Munto te prezo, te quero
E vejo qui os teus mistéro
Ninguém sabe decifrá.
A tua beleza é tanta,
Qui o poeta canta, canta,
E inda fica o qui cantá.
(Patativa do Assaré)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ouça o samba da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2017

Autores: Totonho, Fadico, Josemar Manfredini, Dudu
Participação especial: Sergio Alan

Sinta o som…
É melodia, música
Negro dom que acalentava os nossos ancestrais
É muito mais, é liberdade a luz da inspiração
Hoje a Tijuca é quem dá o tom
em notas e acordes musicais
Viaje na barca das canções
Um jazz embalando os corações
Num sopro a saudade, a moda country se eternizou
E o meu Borel americanizou

Chega, my brother… vem ver
A batucada é de enlouquecer
Pura Cadência de bambas juntou guitarra e pandeiro
Tá aí um soul de um jeito brasileiro

Ôôô… o som do rock ecoou
Nas ondas do rádio embalou gerações
As baladas do cinema despertam
Tamanhas emoções
Mudando de hábito o pop é samba
Deixa chover que hoje eu vou cantar
Sou eu da nação tijucana mais um pop star
“vem com a gente sambar”
A musicalidade desse seu país
Virou paixão universal
Nessa avenida, rege o enredo do meu carnaval

Invade minh’alma a linda canção
No tom da vitória chegou meu pavão
Com samba no pé, nós vamos à luta
Tô na boca do povo, meu nome é Tijuca

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Teste da geladeira - Vamos rachar a cuca?

O teste seguinte é composto de quatro perguntas, que permitirão qualificá-lo (ou não) como profissional. As perguntas não são muito complicadas, portanto tente respondê-las sem olhar as soluções.

PERGUNTA Nº 1
Como fazer para colocar uma girafa numa geladeira?

PERGUNTA Nº 2
Como colocar um elefante numa geladeira?

PERGUNTA Nº 3
O rei leão dá uma palestra na floresta. Todos os animais estão presentes, menos um. Qual?

Mesmo que você não tenha acertado as três questões, aqui vai a chance de acertar a última:
PERGUNTA Nº 4
Você deve atravessar um rio e sabe que é habitado por crocodilos. Como faz?

RESPOSTAS
1. Resposta correta:
Abrindo a geladeira, colocando a girafa dentro e fechando a porta.
Essa questão permite testar sua tendência a complicar coisas simples.

2. Resposta errada:
Abrindo a geladeira, colocando a girafa dentro e fechando a porta.
Resposta correta:
Abrindo a geladeira, retirando a girafa, colocando o elefante dentro e fechando a porta.
Esta questão permite testar sua aptidão de medir as consequências de seus atos passados.

3. Resposta correta:
O elefante. Ele está na geladeira, lembra?
Esta questão permite testar sua memória.

4. Resposta correta:
A nado.
Porque todos os crocodilos estão na palestra do rei leão.
Esta questão permite saber se seus erros passados lhe servem de lição.

Segundo a Andersen Consulting Worldwide, cerca de 90% dos profissionais interrogados erraram todas as questões. Mas crianças de classes maternais acertaram várias respostas. O relatório da consultoria concluiu então que a maioria dos profissionais não atige o QI de uma criança de quatro anos...

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Música - Trem Bala de Ana Vilela

Não é sobre ter
Todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar
Alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar
Mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida
Que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito
É saber sonhar
E, então, fazer valer a pena cada verso
Daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar no topo do mundo
E saber que venceu
É sobre escalar e sentir
Que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo
E também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo
Em todas as situações

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso, eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe
Pra perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro
É capaz de comprar
E sim sobre cada momento
Sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr
Contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera
A vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça Seus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Certificação da Formação em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena Cearense

Esta semana recebi o certificado da Formação em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena Cearense realizada na modalidade presencial e a distância com carga horária de 120 H/A. Esta aconteceu no período de 12/06/2015 a 31/12/2015 pela Secretaria da Educação do Ceará por intermédio da Coordenadoria de Aperfeiçoamento Pedagógico/CODEA e Coordenadoria de Diversidade e Inclusão.

Para mim essa formação foi uma conquista muito importante, primeiro pela temática e a necessidade de nós, professores, estarmos passando continuamente por formações... isso nos prepara para sermos multiplicadores. Outro ponto é que a maioria das escolas encaminhou professores da área de humanas e mesmo eu sendo da área de ciências da natureza a minha Diretora Samara Macêdo Diniz me deu esta oportunidade. Eu estava trabalhando na EEM Padre Luís Filgueiras no período da formação e ela me deu a confiança tanto de participar como de desenvolver a parte prática da formação na escola.

Diante do primeiro encontro da formação já aproveitei, na oportunidade, para dizer da necessidade que essas formações se estendam para todas as áreas. Foi um momento enriquecedor e de muito aprendizado e junto da Professora Lucimar Macedo pude estar colocando em prática o que aprendemos na formação e desenvolver atividades que envolvessem todo o público da escola, seja diretamente ou indiretamente.

O conteúdo programático da formação incluiu os seminários presenciais divididos nas seguintes temáticas: Identidade, Território e Corporeidade Afro Brasileira e Indígena; Práticas e Vivências para o Ensino de História e Cultura Afro-Indígena Cearense e um Workshop sobre Currículo e o Ensino de História e Cultura Afro-Indígena Cearense.

No curso online pudemos estudar, discutir e colocar em prática questões abordadas na formação que se dividiram nas temáticas: Percebendo a Identidade, Reconhecendo o Contexto, Pensando o cotidiano, Refletindo o currículo escolar e Práticas e vivencias.

Quero aproveitar esta postagem para também agradecer a Maria Edma da Silva da 18ª CREDE que esteve como articuladora da formação. E, quero finalizar dizendo que agora é dá continuidade as ações tendo mais um aporte de informações como bagagem. Avante!