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Maria Constância da França Muniz

domingo, 23 de abril de 2017

O SURGIMENTO DO MUNICÍPIO DE NOVA OLINDA

No dia 03 de outubro de 1951, com o assassinato do Capitão Plácido Gomes Sá, prefeito de Santana do Cariri, na saída, do Crato Hotel (em Crato), veio a assumir a prefeitura o então Vice-Prefeito Cicinato Furtado Leite, cumprindo o restante do mandato até 1955.

Nessa época, o município de Santana do Cariri vivia um cenário político conturbado no destino sucessório do executivo municipal. Então, os irmãos Cicinato Furtado Leite e Jorge Furtado Leite, vem ao Distrito de Nova Olinda convidar Antonio Jeremias Pereira, já reeleito vereador em seu segundo mandato (1947-1951 e 1951-1955) para lançar sua candidatura a prefeito de Santana do Cariri, por representar um consenso de paz na política local.

Antonio Jeremias Pereira aceita o convite com o acordo de emancipar o distrito de Nova Olinda a condição de cidade. Eleito prefeito de Santana do Cariri, para o mandato na gestão de 1955 a 1959, Antonio Jeremias Pereira inicia os procedimentos plebiscitários no distrito de Nova Olinda para a emancipação, tendo os Furtado Leite como principais apoiadores e no dia 14 de Abril de 1957 Nova Olinda se torna município, vindo ter seu primeiro prefeito em 1958.  

FONTE: Museu Casa de Antonio Jeremias Pereira.

DESAFIO – Das dez somente uma é mentira. ACERTE!

Vamos ver até onde você me conhece!
1. Tive uma poesia publicada no livro Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos;
2. Realizei o sonho de conhecer Gramado no Rio Grande do Sul;
3. Passei minha infância no Sítio Patos em Nova Olinda-CE;
4. Tenho um blog intitulado de Ubuntu Notícias;
5. Tenho bacharelado em Ciências Econômicas;
6. Não estudei na CNEC de Nova Olinda;
7. Tenho 13 sobrinhos;
8. Aceitei o desafio de descer na Big Tower uma torre tem 100 metros de altura no Beto Carrero World;
9. Tenho alergia a mel de abelha porque comi demais quando era criança e fiquei enjoada;
10. Uma das minhas sobrinhas será freira.

Começou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza segue até o dia 26 de maio. Se você é professor de escola pública e/ou privada, trabalhador da saúde, pertence a um povo indígena, é gestante ou está em período de puerpério, tem 60 anos ou mais, ou possui uma doença crônica não transmissível, direcione-se ao posto de saúde mais próximo!

Crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos também devem ser vacinadas. Em 2016, 91,5% da população prioritária da campanha foi vacinada, com aplicação de 1.625.363 doses.

Prevenir ainda é o melhor remédio! Vamos?

Os Caretas mantêm acesa a tradição

Novolindenses saem pelas ruas da cidade durante a semana santa caracterizados de caretas
A semana santa passou, mas não poderia deixar de fazer uma alusão aos jovens que mantém acesa a tradição dos caretas em nosso município. Das máscaras de papelão às máscaras feitas de material sintético e compradas já confeccionadas. Eles seguem fazendo barulho com chocalhos e percorrem ruas e comunidades rurais de nosso município.

Não vou negar que quando crianças eu tinha muito medo e não conto as vezes que saí correndo para me esconder embaixo da cama. Era tenso porque aquelas máscaras me assustavam muito... rsrsrsrs

A festa dos caretas é muito antiga e também faz parte de nossas manifestações folclóricas – uma brincadeira feita por jovens com suas máscaras, chocalhos e roupas esfarrapadas ou decoradas... Um dos destaques é a figura do judas onde aí entra a criatividade de como fazer este personagem. Em algumas matérias vi que em algumas cidades chamaram o judas de um tal de TEMER, coitado, acho que o judas não merecia este nome... ops falei...

A folia acontece durante a Semana Santa. Com chicotes nas mãos e usando máscaras invadem a roda e ameaçam aqueles que ousem invadir o círculo. Os Caretas percorrem comunidades e cidades em busca de prendas que são postas no Círculo de Caretas, no Sábado de Aleluia. Os moradores que participam da brincadeira tentam invadir o círculo para pegar as prendas, que são guardadas pelos caretas.

A brincadeira vem se mantendo graças ao espírito cultural que integra as manifestações populares, nesta época do ano. Por onde passam, os caretas arrancam risos das pessoas, mas há quem tenha medo. Muitas crianças, mesmo nos dias atuais, correm para dentro de casa quando escutam os chocalhos e o estalar dos chicotes. Mas é inevitável que esta é uma tradição que fascina a todos durante a Semana Santa.

sábado, 22 de abril de 2017

A CASA

Vê como as aves têm, debaixo d’asa,
O filho implume, no calor do ninho!...
Deves amar, criança, a tua casa!
Ama o calor do maternal carinho!

Dentro da casa em que nasceste és tudo...
Como tudo é feliz, no fim do dia,
Quando voltas das aulas e do estudo!
Volta, quando tu voltas, a alegria!

Aqui deves entrar como num templo,
Com a alma pura, e o coração sem susto:
Aqui recebes da Virtude o exemplo,
Aqui aprendes a ser meigo e justo.

Ama esta casa! Pede a deus que a guarde,
Pede a Deus que a proteja eternamente!
Porque talvez, em lágrimas, mais tarde,
Te vejas, triste, d’esta casa ausente...

E, já homem, já velho e fatigado,
Te lembrarás da casa que perdeste,
E hás de chorar, lembrando o teu passado...
— Ama, criança, a casa em que nasceste! 

OLAVO BILAC 

Poesia recitada por Alemberg Quindins – Diretor Presidente da Fundação Casa Grande -  na inauguração do Museu Casa de Antonio Jeremias Pereira.

A morte de um líder (à Antonio Jeremias Pereira)

Nova Olinda está de luto
O Cariri entristeceu
A notícia se espalhou
Sua família sofreu
A rádio anunciou
A televisão mostrou
Jeremias faleceu.

Foi amigo de meu pai
Desde o tempo da infância
Brincando e andando juntos
Quando os dois eram crianças
O meu pai contava tudo
E eu guardei na lembrança.

A sorte é quem decide
Como o destino traçou
Jeremias na Política
E Horácio agricultor
Nós fomos adversários
Mas a amizade continuou.

A minha mãe faleceu
Jeremias nos visitou
E disse Horácio de Brito
As suas ordens estou
Nossa amizade é sincera
Nunca ninguém atrapalhou.

Papai disse obrigado
Tonho você tem ação
Guardo a sua gentileza
No fundo do coração
Agradeço por minha família
És homem de bom coração.

Jeremias foi prefeito
E também vereador
Santana do Cariri
Lhe deve grande favor
Água com bonança
A todos ele ofertou
A sede daquela gente
Jeremias saciou.

Com três léguas trouxe água
Deixando o povo feliz
Abasteceu residência
Comércio e chafariz
Foi ele o melhor prefeito
Os santanenses é quem diz.

A cidade Nova Olinda
Jeremias ajudou
Eu fui seu adversário
Mas sempre dei seu valor
Ele amigo de meu pai
Sempre nos respeitou
Cumprimos nosso dever
Como político batalhador.

Foi o segundo prefeito
Que Nova Olinda elegeu
Eu era vereador
Cumprindo o papel meu
Sempre fui oposição
Ele a situação
Mas a gente se entendeu.

Nós não éramos inimigos
Sempre nos cumprimentávamos
Naquilo que era possível
Eu nunca a ele negava
Meu papel de adversário
Administração não atrapalhava.

Administrou Nova Olinda
Com carinho e muito amor
Era seu berço querido
De lá nunca se afastou
Aquele que tem consciência
A Jeremias dá valor.

Eu saí de Nova Olinda
Para meus filhos estudar
As condições financeiras
Não permitiu eu ficar
Mas quando Deus me chamar
É lá que irei morar.

É lá que estão meus pais
E meus parentes também
Sogro, sogra e amigos
Eu não troco por ninguém
Nova Olinda é meu Xodó
Lhe adoro e quero bem.

Ibiapina Horácio de Brito
Fortaleza-CE, 22 de março de 2001.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

E hoje aconteceu a inauguração do Museu Casa de Antonio Jeremias Pereira em Nova Olinda

O Museu Casa de Antonio Jeremias Pereira aborda a história política da criação do município de Nova Olinda e de seu criador e funciona na recém restaurada casa onde viveu Antonio Jeremias Pereira. O museu se configura como um Ponto de Memória da rede de Eco-Museus da Chapada do Araripe, da Fundação Casa Grande, integrando o circuito de Turismo Comunitário da Região do Cariri, em parceria com o MINC, IBRAM, SESC e Geopark Araripe.

A casa foi construída em 18 de janeiro de 1956, restaurada e musealizada em 21 de abril de 2017. Foi palco do movimento de emancipação política de Nova Olinda, e nela foram tomadas as decisões que definiram os rumos do desenvolvimento do município. É um museu orgânico sendo dividido em três cômodos da casa que retratam a família Jeremias, a emancipação política de Nova Olinda e o seu fundador e a vida de Antonio Jeremias Pereira. Tudo foi pensado desde o piso e seus detalhes, as cores originais da casa e sua fachada.

Sobre Seu Antonio Jeremias Pereira
Na primeira década do século XX, dia 26 de fevereiro de 1909, uma sexta-feira, no Sítio Tabocas do distrito Nova Olinda, município de Santana do Cariri, nasce Antonio Jeremias Pereira, primeiro filho do casal Jeremias Pereira do Nascimento e Maria Tereza de Almeida.

Em 1918 com nove anos de idade perdeu a mãe, começando a trabalhar muito cedo, auxiliando no cortiço de seu pai. Em 1927 já com 18 anos de idade perdeu seu pai tendo que cuidar do sustento dos oito irmãos mais novos.

Em 1931 com 22 anos de idade casou-se com Ana Pereira Lima, filha mais velha do comerciante Neco Trajano, com quem tivera cinco filhos: Vicencinha, Marinete, Zé Humberto, Aldenora e Antonete.

Em 1947 com 38 anos de idade, inicia sua carreira política como vereador, representando o distrito de Nova Olinda na Câmara Municipal de Santana do Cariri.

Durante a inauguração foi importante perceber o quanto de nossa história está sendo resgatada e uma vez parte a ser preservada da memória de nosso povo, pois Seu Antonio Jeremias Pereira lutou pela emancipação de nosso município e também se tornou prefeito em nossa terrinha.
Para Ana Célia Matos, Secretaria Municipal de Educação, o museu irá contribuir bastante com as escolas do município. Ela enfatizou dizendo que “a gente vai procurar trazer as nossas crianças para estar visitando o museu, conhecendo realmente a história de Nova Olinda e buscando saber, principalmente, qual foi a história de nosso fundador, Antonio Jeremias Pereira.”

Pensando na contribuição do museu para a história de nosso município, Luciana Brito, Coordenadora da 18ª CREDE destacou que o museu “é uma experiência inovadora e eu acredito que nós que somos educadores temos que contar com ricas experiências desta forma regatando a identidade do povo. Nós seres humanos precisamos resgatar nossa identidade, saber de onde a gente vem para que a gente possa valorizar as pessoas, a nossa vida, a nossa localidade”, frisou a coordenadora.

Idilvan Alencar, Secretário de Educação do Estado do Ceará, neto de Seu Antonio Jeremias Pereira, falou sobre a importância do resgate dessa história e disse: “Para mim tem um sentimento duplo, um de emoção por ser neto de Antonio Jeremias, uma pessoa que ajudou na minha formação profissional. Eu sou muito grato a ele por ter me formado... ele sempre ajudou inclusive financeiramente. E, eu também trago alguns exemplos dele enquanto gestor, uma pessoa que gostava muito da cidade, que era muito cuidadoso, tinha muita atenção com as coisas que precisava... para a cidade de Nova Olinda, eu diria que assim... é importante porque conta um pouco a história da cidade através de sua trajetória e esse tipo de museu é muito comum em vários locais do mundo”, destacou o secretário.

O evento contou com a presença das autoridades locais e das cidades vizinhas, da Vice-Governadora do Estado do Ceará, a Senhora Izolda Cela, de amigos e familiares da Família Jeremias.  

Para conferir mais fotografias do evento clique AQUI.

Mestre da cultura Espedito Seleiro participou da Roda de Saberes com Mestres e Mestras da Cultura na Bienal do Livro

Na tarde da terça-feira, 18, teve mais Roda de Saberes com Mestres e Mestras da Cultura. O tema foi “As mãos são artes, a cabeça imaginação”, trazendo os mestres Espedito Seleiro e Zé Pedro, com mediação de Oswald Barroso. Os Agentes de leitura do Estado, que estão participando de uma programação especial na Bienal, acompanharam a atividade.

Sobre o Mestre Espedito Seleiro
A arte de Espedito foi aprendida com seu pai. “Quando nasci, meu pai trabalhava como seleiro. Como sou o mais velho, aprendi com ele. Fui tomando gosto pela profissão. Teve uma época que quase parei de trabalhar com couro, porque apareceu outros materiais como borrachas, um material sintético.

Teve uma época que, vi o couro se acabar de vez. Eu cheguei a comprar o animal, abatia, vendia a carne e curtia o couro pra transformar nas peças”, comentou o mestre que, com o tempo, passou a dar cor ao couro e ganhar espaço no mundo da moda, tendo suas peças exibidas em grandes eventos de moda.

Para aproveitar o embalo, o mestre Espedito foi homenageado duplamente, com o lançamento do livro de Eduardo Mota “Meu coração coroado: mestre Espedito Seleiro”, durante a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará.

Fonte: XII Bienal Internacional do Livro do Ceará